Combinar técnicas pode otimizar o tempo do cliente e do profissional; todavia, a pele precisa ser bem preparada e o protocolo ter embasamento técnico
O futuro da estética não mora mais na agressividade dos tratamentos, mas na capacidade de regeneração. Quem defende essa mudança é a Dra. Lihlian Simões, para quem os protocolos híbridos representam uma evolução no cuidado com o cliente.
A especialista explica que, ao combinar terapias complementares, é possível criar um raciocínio de sequência que respeita a recuperação do organismo, sem exigir pausas forçadas na rotina.
“O futuro não é de produtos e nem equipamentos que agridem, mas sim dos que regeneram”, pontua Lihlian.
O resultado é um tratamento que otimiza o tempo de modo menos invasivo.
A base é o preparo de pele
Na prática clínica, a combinação correta de estímulos depende de uma condição: o tecido precisa estar pronto.
A Dra. Lihlian Simões reforça que o preparo de pele é essencial em qualquer procedimento, invasivo ou não. Ela lembra que hoje está em voga o “menos é mais”, com a regeneração como palavra de ordem.
O foco é melhorar a qualidade de pele, equilibrando pH e microbiota, reduzindo o risco de intercorrências. Se elas acontecerem, que sejam mais fáceis de resolver.
Combinações eficientes
Para ilustrar como isso funciona na prática, a Dra. Lihlian cita protocolos desenhados para estruturar as três camadas principais da pele. Uma das combinações envolve ativos de exossomos, microagulhamento biológico e uma massagem miofascial rigorosa.
Quando o objetivo é aliar alta performance a uma recuperação veloz, as estratégias mudam. No rosto, ela destaca o uso do laser de túlio seguido de um regenerador. No couro cabeludo, o foco é entregar o ativo profundamente no folículo com o mínimo de irritação. Já no corpo, a mágica acontece ao unir bioestimuladores com eletroterapia ou equipamentos com injetáveis: segundo a especialista, essa dupla garante rápida absorção e um “resultado extremamente fantástico”.
Critérios técnicos e erros a evitar
Embora a tendência dos protocolos híbridos prometa resultados superiores, a Dra. Lihlian Simões faz um apontamento importante sobre a execução dessas terapias. Para ela, misturar tecnologias sem dominar a interação entre elas é um erro que compromete a segurança do paciente.
“Hoje, no mundo dos injetáveis, vemos o uso de equipamentos logo em seguida, muitas vezes sem critério. Isso gera protocolos ruins, pois nem toda pele suporta essa associação imediata. O profissional tem que saber o que potencializa o que, com base científica. Se não pensarmos antes na qualidade desse tecido — em sua nutrição e hidratação intersticial —, aumentamos o risco de intercorrências em vez de entregar o resultado fantástico que o híbrido pode oferecer”, alerta a doutora.
Encarar o protocolo híbrido como estratégia é o que separa um resultado mediano de uma entrega de alta performance. O segredo está em respeitar a fisiologia: preparo, sequência lógica e proteção vêm antes da velocidade.
Para garantir que essa equação feche com saldo positivo para você e seu cliente, é preciso dominar também os bastidores da segurança. Por isso, leia por que conhecer a origem dos produtos é questão de biossegurança.