O bem-estar virou hábito no pós-pandemia, mas oferecer “serviço de spa” exige entrega sensorial completa, ao contrário de apenas um protocolo bem executado
A busca por relaxamento cresceu, de modo que muitas clínicas de estética passaram a considerar serviços de spa como um novo braço do negócio.
Porém, esse boom pode ser oportunidade ou risco. Tudo depende de como você entrega a experiência.
Gustavo Albanesi, CEO do Buddha Spa, explica o que mudou no comportamento do cliente e o que separa um spa de “uma massagem dentro de um ambiente de estética”.
Pós-pandemia: bem-estar virou rotina
“Principalmente no pós-pandemia, teve um crescimento muito grande. As pessoas ficaram mais carentes durante a pandemia, e isso acabou se tornando uma rotina. Então, tudo que é combate a estresse e ansiedade, que permite uma vida mais equilibrada, com qualidade de vida e bem-estar, foi fortalecido de uma maneira importante, porque as pessoas passaram a inserir na rotina”, explica Gustavo Albanesi.
Spa é experiência — o cliente compra com os cinco sentidos
Para ele, o pilar do spa é a experiência. “O principal ponto que a pessoa procura quando vai buscar um serviço de spa é a experiência e bem-estar. Então, não basta ter um bom protocolo de massagem dentro da cabine, é importante que toda estrutura seja capaz de despertar os cinco sentidos do cliente”, defende.
Spa com cara de estética?
Segundo Gustavo Albanesi, se o empresário não consegue endereçar com eficiência a experiência dentro da clínica, ele não vai ter sucesso porque:
“A pessoa procura um ambiente de bem-estar e recebe uma massagem dentro do ambiente de beleza; dentro de um ambiente agitado, barulhento, com pessoas sendo atendidas ao mesmo tempo, sem o cuidado da personalização e da individualidade”, alerta.
Técnica e formação: a lógica é outra
Ele reforça que, nesse cenário, “não afeta a reputação, mas o esteticista não consegue prosperar naquela frente de bem-estar”.
Para fidelizar, diz, além da experiência, é preciso “uma ótima técnica dentro da cabine, com um protocolo eficiente, não do ponto de vista de resultado, mas do ponto de vista sensorial”.
É preciso formação alinhada ao bem-estar, além de uma mudança de mentalidade.
“A estética e a beleza, em geral, é uma atividade fim, enquanto o spa é uma atividade meio. Em 90% dos clientes de bem-estar, eles procuram menos o resultado terapêutico, e mais o sensorial”, afirma.
Promessa que vira frustração
Se você quer trabalhar (ou crescer) com serviços de spa, pense menos em “adicionar uma massagem” e mais em construir uma jornada sensorial coerente, com ambiente, atendimento, formação e cabine.
A oportunidade está no valor percebido. O risco, na promessa que vira frustração.
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