Cada vez mais mulheres buscam no setor uma nova chance de carreira com propósito e autonomia
Segundo a Catho, 66% das mulheres já mudaram ou pretendem mudar de carreira em busca de mais oportunidades. A estética desponta como um desses caminhos, impulsionada por um mercado que movimentou US$ 127,1 bilhões em 2023 e deve crescer quase 15% ao ano até 2030, segundo a Grand View Research.
O setor da estética tem se tornado um verdadeiro refúgio para quem deseja reescrever a própria trajetória profissional. De acordo com a educadora Cristina Lepore — especialista em fisioterapia dermatofuncional e gestão em saúde e estética — o movimento de transição para a área é crescente, além de ser profundamente transformador.
“A estética tem se tornado um caminho possível e inspirador para quem busca se reconectar com o propósito profissional”, afirma.
Propósito e autonomia como motor da mudança
Segundo Cristina Lepore, o desejo por mais autonomia e conexão com o cuidado é um dos principais impulsionadores da mudança.
“Essa transição é especialmente comum entre mulheres que querem mais autonomia, cuidado com o outro e realização pessoal. Mas mudar exige muita coragem”, pontua.
Ela destaca o impacto do setor, pois muitas profissionais se encantam com a área após vivenciar tratamentos estéticos e perceber sua força transformadora. É o caso de Sueli Szterling, ex-aluna que hoje comanda o SPA Kurma.
“Ela fez uma transição corajosa, sempre muito comprometida com o estudo e com a construção de um espaço acolhedor e íntegro”, relembra.
Caminhos para começar do zero
Para quem deseja atuar na estética de forma ética e regulamentada, o ponto de partida ideal é a graduação em Estética e Cosmética.
“Apenas com essa formação é possível utilizar, conforme a Lei do Esteticista (nº 13.643/2018), o título profissional de esteticista”, reforça Cristina Lepore.
De acordo com ela, cursos livres ou de aperfeiçoamento são bem-vindos como extensão, mas não substituem a base técnica e legal da graduação. Nesse sentido, a pós-graduação também entra como diferencial para quem deseja se especializar com responsabilidade.
Habilidades que somam
Profissionais de áreas como enfermagem, fisioterapia e psicologia trazem habilidades importantes, como empatia e escuta ativa. Quem vem de campos como administração ou direito contribui com visão estratégica e gestão, competências essenciais para empreender com segurança no setor estético.
Cristina faz um alerta: o mercado exige constante atualização. “Não basta aprender uma técnica e se acomodar. É necessário estudar profundamente anatomia, fisiologia, efeitos dos ativos e saber adaptar protocolos. A estética não permite amadorismo”, conclui.
Se você quer dar os primeiros passos com segurança, confira como começar na estética com pouco investimento.