Entender rotas de drenagem, ritmo e pressão muda o resultado, além de aumentar a segurança no atendimento
Na rotina de clínicas de estética, o termo “linfoestética” ainda não é o mais comum. Mesmo assim, ele aparece em formações técnicas para nomear práticas estéticas baseadas no funcionamento do sistema linfático que, quando bem executadas, conectam estética e bem-estar.
Para a especialista Ana Martha, da TopCorpus, linfoestética é “a aplicação consciente e técnica do conhecimento do sistema linfático dentro da estética, com foco em saúde e resultado estético”.
Para ela, esse olhar ganhou espaço porque a estética evoluiu: “Hoje não basta modelar, é preciso respeitar fisiologia, inflamação, edema e segurança do organismo”.
Por que a técnica importa
A diferença entre uma manobra eficiente e um atendimento que pode piorar sintomas está nos detalhes.
Ana Martha alerta que o erro mais comum é tratar a drenagem como um protocolo automático: “Vejo muita pressão excessiva, movimentos rápidos demais, estilo amassamento, direção errada e indicações feitas sem critério”.
O problema é que “o sistema linfático é superficial, lento e extremamente sensível”. Quando o profissional não domina essa lógica, “em vez de ajudar, pode gerar mais congestão, dor e até piora do quadro inflamatório”.
Benefícios que o corpo inteiro sente
No dia a dia, os ganhos não ficam restritos ao aspecto estético. A especialista aponta redução de edema, melhora da inflamação e sensação de leveza corporal como efeitos benéficos.
Ela também observa melhora do funcionamento intestinal e impacto visível no contorno facial, quando o atendimento respeita ritmo e rotas.
Ainda de acordo com Ana Martha, pessoas com linfedema, lipedema e varizes “são muito beneficiadas com a infoestética”. Muitas buscam estética, mas com “a visão clínica do sistema linfático proporcionando qualidade de vida”.
Anatomia e rotas
Quando o esteticista entende anatomia linfática, cadeias e rotas de drenagem, o atendimento muda de patamar.
Nas palavras de Ana Martha, esse conhecimento “muda completamente o nível do atendimento”, já que o profissional deixa de repetir manobras e passa a conduzir o sistema.
Isso pesa, sobretudo, em cenários em que a segurança é prioridade. Ela indica que a precisão faz diferença no pós-operatório e também nos atendimentos faciais, em que “pequenas variações de direção fazem toda a diferença no resultado”.
“Formação não é luxo”
Linfoestética é uma técnica aplicada com consciência. Para entregar resultado com segurança, não dá para improvisar, é preciso dominar fisiologia, escolher bem as indicações e ajustar pressão, ritmo e direção.
Para Ana Martha, “formação continuada não é luxo, é o que separa quem apenas executa de quem realmente gera resultado. O cliente sente, vê e confia quando o profissional sabe exatamente o que está fazendo”, conclui.
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